Em nome da criatividade

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Andar de patinete, jogar diferentes plataformas de videogame, tirar uma partida de ping-pong… em pleno expediente! Isso realmente acontece dentro de uma empresa – de adultos – e o resultado é motivação e criatividade. Estamos falando da Vostu, a maior empresa de jogos sociais da América Latina, que criou, entre outros games, o MegaCity, Mini Fazenda, Café Mania, Pet Mania, World Mysteries e Gol Mania, muito populares entre os brasileiros nas redes sociais, como Facebook e Orkut além de outros jogos para celulares Android, como o Elemental.

 

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Fundada em 2007 por três amigos que se conheceram em Harvard (Daniel Kafie, de Honduras; Mario Schlosser, da Alemanha; e Joshua Kushner, dos Estados Unidos), a Vostu hoje pode se vangloriar de seus mais de 50 milhões de usuários registrados em todo o mundo. Mas não é só isso. Também pode se gabar do tratamento VIP que oferece aos funcionários em seus escritórios que ficam em São Paulo, Nova Iorque e Buenos Aires.

 

 

“Desde que tudo seja bem feito no tempo estabelecido, na Vostu você não precisa esperar o horário para bater o relógio de ponto” – Gustavo Pelogia, Community Annalyst

 

 

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A sede da companhia está na capital argentina, em pleno Puerto Madero, com vista para a inspiradora Ponte da Mulher, um dos principais cartões-postais da cidade. “A escolha por Buenos Aires foi resultado de alguns fatores: concentração de uma grande e qualificada mão de obra em todas as áreas, qualidade de vida e custos”, conta a argentina Sol Gonzales, 30 anos, VP de Operações, responsável pela área de recursos humanos.

Mas a Vostu não é composta apenas de funcionários argentinos. Há um belo mix ali dentro, com representantes de países como México, Alemanha, Chile, Uruguai, Estados Unidos, França, Austrália e, claro, Brasil. São 25 brasileiros, que trabalham nas áreas de conteúdo, social media, atendimento ao cliente, game design e arte. “Somos uma empresa de internet e entretenimento, portanto, sem fronteiras. Se isso está tão intrínseco na companhia, ao buscarmos profissionais no mercado não restringimos por nacionalidade ou limites geográficos”, explica Sol. Segundo ela, o resultado desta mistura é um crescimento para os colegas e para o trabalho. “Tudo tem vários olhares e percepções e você aprende com outras culturas e idiomas”, completa.

 

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O clima descontraído não se limita somente ao entretenimento durante o expediente. “Nossas paredes são todas grafitadas por artistas. Tudo isso traz um astral muito bom e incentiva a criatividade. Além disso, temos um grande terraço com plantas e uma linda vista. Se você está bloqueado ou não consegue resolver algo, para ter aquela ideia que salva o dia basta pegar um café e tomar um ar ou sol no terraço que certamente a resposta virá. Espairecer sempre é uma boa alternativa”, conta o brasileiro de Santa Maria (RS) Jalil Deguer, 28 anos, gerente de relacionamento com o cliente e comunicação. E fora do horário de trabalho, a Vostu organiza partidas de futebol masculino e feminino. “Antes, oferecíamos aula de Yoga na própria empresa. No começo foi um sucesso, mas ultimamente, nem tanto. Depois de uma pesquisa interna resolvemos trocar por exercícios de alongamento”, diz Deguer.

Tanto investimento em diversão tem sua razão de ser. “A produção de jogos sociais, com atualizações semanais, é muito corrida. É como produzir uma novela em que cada semana tem um novo capítulo para ser lançado. Por isso, é importante ter momentos de descontração e um clima agradável para se trabalhar”, descreve Sol.

Esse clima também é incentivado com a busca pela transparência – literalmente. “Além de ter paredes de vidro, a sala do CEO fica sempre de portas abertas para quem quiser entrar e puxar papo. Os líderes e chefes de área ficam sentados nas mesmas grandes mesas que sua equipe, o que integra e facilita o trabalho”, explica a responsável pelo RH.

 

Eles aprovam

 

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A gaúcha Natália Gonzaga, 29 anos, que trabalha na Vostu há um ano e sete meses como Community Analyst Senior, não tem do que reclamar do clima em seu dia a dia. Além de vestir a camisa e se divertir com os produtos feitos pela empresa, ela compara o esquema descontraído em seu trabalho (incentivado por happy hours e festas mensais) com as antigas experiências em companhias mais, digamos, convencionais: “Em um ambiente formal, os processos me parecem mais ‘engessados’. Já em uma empresa como a Vostu, o clima e os processos estimulam a criatividade”.

Já o paulistano Gustavo Pelogia, 25 anos, community analyst, que está na Vostu há duas semanas, ficou impressionado com a liberdade que tem. “Cada um tem seu notebook, que você recebe no primeiro dia, e conexão Wi-Fi em todo o prédio. Se você quer ou precisa trabalhar algum dia em um bloco que não seja o seu, pode ir sentar em outra mesa. Precisa chegar um pouco mais tarde ou sair mais cedo? Ok, organize seu trabalho e não há drama. Desde que tudo seja bem feito, no tempo estabelecido, não precisa esperar o horário para bater o relógio de ponto”, relata.

“A flexibilidade de horários acaba sendo muito importante. Se tiver uma aula ou prova difícil nesse dia, ou a babá não chegou a tempo para cuidar do filho, você pode se organizar sem se preocupar se seu líder estará esperando de olho no relógio. O nível de confiança que se cria faz com que cada um seja responsável pelas suas atribuições e se autogestione”, conta Sol Gonzalez. Se esta é uma receita de sucesso? O sorriso nos rostos dos funcionários e os números de crescimento da empresa respondem esta questão.

por Veridiana Mercatelli - fotos: divulgação
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